Zapping...

03-08-2014 22:13

    Hoje ela andou a fazer zapping pelos inúmeros canais cabo, satélite por estes lados, fornecidos pelo operador. À falta de melhor lá foi saltitando pelos programas de verão inspirados nas festas populares que grassam pelo país em agosto, onde idosas se acotovelam para enviar beijinhos para os filhos, noras e netos imigrados em cidades com nomes impronunciáveis. No palco vão desfilando pessoas que optaram por cantar, uns cantores mesmo, outros pseudo-cantores-humoristas, que entoam letras recheadas de trocadilhos de grado muito discutível.

    Noutros canais usa-se e abusa-se de algo que parece ser agora uma obsessão do mundo: a culinária. Entre profissionais que querem ser chefes “à séria” e donas de casa que almejam colocar os seus dotes a render, há programas para todos os gostos, paladares e bolsas.

    Ao passar por um canal que apela à nossa memória televisiva, reviu “Duarte e Companhia”, série de detetives azarados e pouco eficientes que se envolviam sempre com mafiosos do pior. Relembrou outras séries “do seu tempo”, sim, porque algum tempo já passou… Quem não se lembra do extra terrestre mais “humano” da TV, o Alf, que adorava comer e vivia com uma família americana a quem perturbava a sã vivência diária? Ou “Os três duques”, dois primos que viviam algures no Texas, entravam no carro pela janela, e eram acompanhados pela loira e curvilínea Daisy? E que tal o “Night Rider” e o seu KIT, um carro super inteligente que comunicava com o seu motorista via relógio de pulso?

    Recordou com saudade a série “Uma família às direitas”, cuja ação se passava nos Estados Unidos da América dos anos 70, centrada na figura de Archie Bunker, um chefe de família turbulento e conservador mas, ao mesmo tempo, hilariante, que passava a vida a reclamar com a Edith, a sua mulher. Era uma das séries favoritas do seu pai, vista em família lá em casa. Havia ainda “Quem sai aos seus” série onde brilhava um jovem Michael J. Fox, ainda não acometido pela doença de Parkinson que hoje lhe tolhe os movimentos. Ele era o mais velho de três irmãos, numa casa alegre e ralhada, gerida pelos pais Steve e Elyse Keaton. Ex-hippies, lidavam com três filhos muito diferentes, sempre envolvidos em situações caricatas e originais.

    Se alguma destas séries fosse revista hoje provavelmente perderia o encanto e mística com que ela as recorda. Mas poucas hoje se igualam à ânsia que sentia ao ouvir as melodias dos genéricos destas séries. E nisto recordou o Chanquete, o Tito, a Bea, o Piranha, a Julia, e todos os outros do “Verão Azul”, histórias que acompanharam os verões da sua adolescência nos anos 80…

    Entoando mentalmente o fabuloso genérico desta última série lá seguiu com o zapping, à procura de algo cativante…

www.youtube.com/watch?v=GVTLcZ6nVHw