Escrita no sofá!

31-05-2015 23:14

    Ela já se desmaquilhou, tirou os ganchos do cabelo e perdeu os caracóis dourados após um banho retemperador, retornando ao seu look de cabelo escorrido. Agora, ao terminar este domingo, ela respira fundo!

    Foi um fim de semana que não existiu… ela explica! Ao fim de semana vamos às compras, arrumamos a casa, passamos a ferro, damos uma voltinha pela cidade, esparramamo-nos no sofá! Neste ela não fez nada disto…

    Sexta feira o serão foi passado num sarau repleto de gente animada e solidária, que dançou e encantou a favor de quem precisa, a favor que quem é igual a nós, dentro da sua ditosa diferença. Os deslumbrantes bailarinos da escola onde trabalha, acompanhados brilhantemente pelas mães e professor de dança, encheram o “palco” do pavilhão, uma onda laranja de mais de 100 pessoas, e galvanizaram o público. Lindo de ver, belo de sentir.

    Sábado terá tido 24 horas? Para ela teve uns minutos… entre cabeleireira, maquilhadora e embonecar-se num vestido azul, tentando fazer jus à imagem que a reproduz, ela foi esgotando os grãos de areia da ampulheta do tempo. De repente estava lá, ao pé do rio, rodeada de família e amigos, a ouvir falar de si, a falar do que escreveu, porque o fez, a lançar o seu livro! SEU, dela… E desejou muito, deseja, que aprouve a quem o ler, que aconchegue corações com as suas palavras!

    Domingo, cedo, mais cabeleireiro, mais maquilhagem… Dia de ouvir flautas, assistir à entrada de muitos meninas e meninas em palco, com as suas camisas alvas, alinhados e muito musicais! Outros saltitaram literalmente em colchões e trampolins, trajados com os seus fatos azuis de ginástica. Outros houve que cantaram, alguns declamaram, muitos dançaram e encantaram e tantos outros representaram no grande ecrã. Outros, os adultos da escola, afadigam-se em controlar timings, silenciar petizes agitados, cuidar de roupa e malas largadas ao acaso! E foi lindo! Foi uma festa linda da escola onde trabalha, onde vive tantas horas do seu dia, há muitos e muitos dias já.

    Dias de orgulhos, uns mais pessoais que outros, mas todos duradoiros e pungentes. Finalmente esparramada no sofá ela relaxa um pouco, pensa e escreve… Boa noite!