Considerações em férias - I - Castro Marim

01-09-2015 13:08

    Castro Marim é uma vila pequena. Ela não faz ideia de quantos moradores terá e enquanto esteve por lá não se podia valer do goggle ou de qualquer outro motor de busca para tentar saber, porque ali não tinha net. Aliás o telemóvel, se não instruído em contrário, fugia automaticamente para a rede espanhola. Esta é a última localidade antes de Portugal acabar e Espanha ter início, na ponta mais sudoeste da terra lusa.

    Toda a gente se conhece e cumprimenta. As portas e janelas das casas estão abertas, numa tentativa de amenizar o ar cálido que aqui se faz sentir, mas também porque assim as pessoas veem quem passa, falam com uns, sorriem para outros.  A escola primária é agora sede de uma qualquer associação e as escolas preparatórias e secundárias apenas se vislumbram para os lados de Vila Real de Santo António. Há cafés, um posto da GNR, a Câmara Municipal e o clube de futebol da terra, o Castromaiorense. Ali se respira calma, ar quente, a humidade das salinas que circundam o feudo medieval, “baluarte da defesa do reino”, como várias placas informativas referem. A cerca de seis quilómetros fica Ayamonte, em terras espanholas, e para o outro lado Vila Real de Santo António.

    Em agosto a vila fica mais cheia. As pessoas que por lá mantêm as casas de família voltam para usufruir de uns dias de ócio… ou não! Há que limpar e manter as alvas habitações, edifícios baixos e de paredes grossas, encimadas por terraços abertos ao sol e adornados com chaminés trabalhadas, repletas de arabescos. O castelo, bem conservado, lança o seu olhar plácido sobre a praça 1 de maio e as ruas empedradas, piscando o olho ao forte que se avista na colina em frente. 

    E foi ali, naquela paz, que ela passou uns dias de férias… sim, porque a praia, as praias, estão ali, ao lado, lindas, de areias finas e claras e mar transparente e convidativo! Até já!